sexta-feira, 27 de abril de 2012

TREINO INTERVALADO


O ciclismo tem como uma das características a longa duração, com a maior parte do tempo concentrando-se na faixa de baixa a moderada intensidade e, portanto, altamente dependente da capacidade aeróbia do ciclista.

E essa afirmação vale tanto para speed quanto para mountain bike e também – dentro do ciclismo – para sprinters e passistas. Por isso é importante levar isso em consideração na hora de determinar o método de treinamento.

Muitas pessoas se equivocam ao pensar que neste tipo de modalidade sempre se deve treinar pelo método contínuo, passando muito tempo girando na bike mantendo a mesma intensidade. Este é um bom método para conseguir criar uma base aeróbia para iniciantes e pessoas com baixa aptidão para o exercício, o tão falado jargão “formar a carcaça”.

Porém, treinar significa provocar adaptação ao organismo, e isto somente se consegue se nós o estressarmos, ou seja, desafiá-lo a melhorar. Após um determinado tempo de prática, momento em que você já está competindo ou andando bem com seus companheiros, o treinamento contínuo já não é tão eficiente, proporcionando pouca ou nenhuma adaptação fisiológica, e consequentemente você sente ausência de aumento no seu desempenho.

Isto acontece porque seu organismo ficou eficiente em captar, transportar e fornecer oxigênio para o tipo de método que você pratica, e neste caso há ausência de hipoxemia, ou seja, não há queda necessária da concentração do oxigênio na corrente sanguínea durante o treino. Dessa forma, sem o estresse da capacidade aeróbia, sem adaptações.

MÉTODO INTERVALADO
Aumentar o volume, ou seja, a distância dos treinos não é a solução ideal se você já percorre uma boa quilometragem, pois vai melhorar a sua resistência ao exercício, mas não a intensidade com que você o realiza. Em outras palavras, você vai suportar ficar mais tempo em cima da bike, mas vai melhorar pouco ou nada sua velocidade média. Além disto, se você não é profissional e não vive de ciclismo, vai faltar tempo para treinar, pois cumprir treinos próximos a 100 quilômetros demanda tempo.

Diante de tudo isso, qual seria a solução? Afirmo para você que uma das mais importantes é a inclusão do método intervalado em seu treinamento.

Treinamento intervalado é um método em que o treino é dividido em estímulos e recuperações padronizadas adequadas a um determinado objetivo. Entender alguns termos é importante para prescrever e realizar o método. Os estímulos são denominados geralmente como trabalho que, por exemplo, é o “tiro” realizado em intensidade próxima ou acima do seu limiar anaeróbio.

A recuperação é denominada como pausa, e pode ser ativa (com exercício sempre em intensidade baixa) ou passiva (totalmente parado por um tempo determinado). Um conjunto de tiros e pausas forma uma série estabelecendo-se uma relação entre trabalho/pausa, que geralmente é de 1:2, 1:1 ou 2:1. Um treino intervalado pode ter várias séries, o que implica que também existam pausas entre séries, que também podem ser ativas ou passivas.

OS TIPOS DE TREINO
Além das variáveis, existem os tipos de treino intervalado. Existem diversas formas de divisão, o que não é senso comum entre os autores. Mas como o importante é entender a lógica, vou usar a terminologia adotada por Nikolai Volkov, professor russo que dedicou uma parte de seus estudos a este método.

O sprint intervalado, que também pode ser visto como intervalado intensivo de curtíssima duração, caracteriza-se por tiros máximos e muito curtos, da ordem de 5 a 30 segundos, e é dividido em séries de várias repetições (trabalho/pausa). Desenvolve a capacidade anaeróbia-alática, ou seja, melhora a sua capacidade de potência em ações curtas. Demanda um consumo alto de oxigênio e o mantém durante as séries, na ordem de seu VO2MAX, mas não ativa de forma expressiva o sistema anaeróbio-lático, mantendo baixas as concentrações lactato.

O intervalado de distâncias curtas, também chamado de intensivo, consiste em tiros de 30 a 90 segundos em intensidade alta, próxima à máxima. Demanda um consumo alto de oxigênio durante as séries, próximo ou igual ao VO2MAX, mas diferente do anterior, aumenta as concentrações lactato, demonstrando expressiva participação do metabolismo glicolítico. Contribui na obtenção de maiores reservas destas fontes de energia, além de aumentar a velocidade sustentada nos limiares aeróbio e anaeróbio, e melhorar a tolerância à acidose, a chamada tolerância ao lactato.

O intervalado em segmentos longos, também conhecido como extensivo, é formado por estímulos longos que vão de 2 a 8 minutos, em intensidade próxima ou pouco acima do limiar anaeróbio. Demanda também um consumo alto de oxigênio durante as séries e provoca adaptações aeróbias nos músculos, como aumento de concentração dos estoques de oxigênio e menor dependência de glicose em trabalhos intensos pela melhora da capacidade do organismo em utilizar gordura como fonte de energia.

Como o organismo trabalha na direção de proteger as reservas anaeróbias, apesar de o método utilizar estas fontes de energia, todos os estímulos provocam uma alta demanda e déficit de oxigênio durante as sessões de treinamento, e consequentemente geram a hipoxemia, proporcionando as adaptações aeróbias que estavam limitadas no método contínuo.

Isto não significa de você deve abandonar seus treinos contínuos, mas sim incluir treinos intervalados em sua periodização, destinando em torno de 15% da quilometragem total e uma frequência de duas a três vezes por semana. Para melhor distribuir e elaborar seus treinos intervalados de forma segura procure um bom preparador físico para tomar decisões perante a sua avaliação, extraindo assim o melhor de suas capacidades e desempenho.


Como evitar fisgadas na virilha e pubalgia

Não é incomum que atletas de diferentes modalidades esportivas sintam fisgadas na região da virilha após um treino intenso ou após um movimento brusco durante a prática esportiva. Os atletas que realizam movimentos repetitivos (como o corredor e o ciclista) e os atletas que realizam mudanças bruscas de direção e chutes (como o tenista e o jogador de futebol) estão mais propensos a sentir tal incômodo

Pubalgia

O diagnóstico mais comum desse tipo de dor é o estiramento dos adutores, musculatura da parte interna da coxa. Esses músculos são responsáveis pela adução do quadril (fechamento das pernas), assim como participam da estabilidade da pelve em movimentos dinâmicos. A principal característica do estiramento é que este acontece por um movimento brusco e uma dor intensa e aguda é sentida no momento do trauma, sendo esta geralmente bem localizada.
Já a dor que se inicia mais gradualmente na região da virilha, acompanhada ou não de dor na região inferior do abdome, irradiação para a face medial da coxa ou até mesmo dor na região lombar pode receber o diagnóstico de pubalgia (inflamação do púbis).
O púbis é um dos 3 ossos da pelve, onde se insere os músculos adutores e parte dos abdominais. Essa região é particularmente susceptível a forças de cisalhamento durante determinadas atividades atléticas. Com traumas repetitivos (ou trauma agudo em alguns casos), pode ocorrer um processo inflamatório envolvendo o osso, a cartilagem e os ligamentos da região, além dos músculos que de alguma forma se relacionam com a região pubiana. Aliados aos pequenos traumatismos, estão os desequilíbrios musculares causados por movimentos compensatórios e as alterações biomecânicas peculiares do atleta, além da fase de treinamento em que esse de encontra.
O encurtamento dos músculos isquiotibiais (posteriores da coxa), a sobrecarga à musculatura adutora da coxa e a fraqueza dos músculos abdominais são achados comuns no atleta com esse diagnóstico.
O diagnóstico diferencial entre o estiramento muscular e a pubalgia não é muito simples, e os exercícios para tratamento do primeiro podem complicar o quadro clínico do segundo, se o diagnóstico for feito precipitada e erroneamente.
Os sintomas da pubalgia variam de atleta para atleta, sendo muitas vezes inespecíficos e de difícil caracterização, o que dificulta o diagnóstico e permite que esta seja confundida com outras patologias.
Para um diagnóstico preciso e precoce, é necessária uma avaliação estática e dinâmica precisa do atleta, buscando as causas e conseqüências da lesão, que servirão como base para o tratamento. Exames complementares, em especial a ressonância magnética, também são de grande importância para o fechamento do diagnóstico.
O tratamento, como já foi dito, será baseado na correção das alterações e desequilíbrios encontrados na avaliação. O uso de antiinflamatórios pode ser indicado, e muitas vezes o repouso é necessário na fase inicial do tratamento. E, muito melhor do que ser acometido por essa lesão chata, é fazer um trabalho de prevenção paralelo à atividade esportiva, incluindo fortalecimento muscular, alongamentos e exercícios funcionais e proprioceptivos.
Por Silvia Guedes – Fisioterapeuta formada pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais / Especialista em Fisioterapia Esportiva pela PUC-MG e em Osteopatia pela Escola Brasileira de Osteopatia.

A Lombalgia no ciclismo

Lombalgia

Há muito tempo que as lombalgias são responsáveis por grande parte das queixas de lesões dos ciclistas. O aparecimento das dores na região lombar vem crescendo juntamente com a tecnologia, isto é, a tentativa de melhora da aerodinâmica do ciclista na bicicleta muitas vezes implica no seu mal posicionamento, predispondo-o as lombalgias.
Embora na bicicleta de estrada a coluna aparentemente sofra mais devido à curvatura acentuada em resposta a posição mais aerodinâmica e por um quadro mais curto, no mountain bike o ciclista tem uma posição mais confortável, porém, existem outros fatores como o impacto e com as irregularidades do terreno, assim como subidas e descidas íngremes.
Os principais fatores causadores das lombalgias podem ser: desvios posturais, desequilíbrio muscular, fraqueza muscular, lesões mal tratadas, mal ajuste da bicicleta, terrenos muito acidentados ou com longos aclives e declives acentuados, entre outros…
Na reabilitação tratar a dor é a coisa mais fácil, o difícil é identificar e tratar o agente causador da dor, evitando que ela volte a incomodar. Por isso o segredo está na avaliação do paciente/atleta, sendo o diagnóstico a peça-chave para um prognóstico satisfatório.
Como recursos para o tratamento das lombalgias, podem ser utilizados: antiinflamatório, fisioterapia (analgesia, diatermia, exercícios e alongamentos específicos, mobilizações articulares, entre outros…).
Embora poucos ciclistas saibam, o fortalecimento dos músculos do tronco (paravertebrais, reto abdominal, oblíquos e transversos) é muito importante para prevenir as dores. Esses músculos fortalecidos fazem com que você tenha uma maior estabilidade na coluna, de modo que estará prevenindo futuras lesões.
Alongamentos globais antes e depois dos treinos, ajuste correto da bicicleta, trocar a posição sentada para em pé durante as longas pedaladas, são algumas dicas úteis para tornar o treino mais confortável.
Para alguns atletas, as lombalgias são como enigmas indecifráveis. Para resolução dos problemas oriento que neste caso sejam procurados sempre profissionais especialistas em coluna ou em reabilitação esportiva.
Jamais queiram aprender a conviver com as dores, vejo muitos casos de ciclistas que tomam analgésico antes e depois dos treinos, isso é um erro muito grave, desse modo ele poderá agravar sua lesão, como também desenvolver outros problemas devido à administração desnecessária do fármaco.
Lembrem-se, por mais que a bicicleta seja impulssionada pelas pernas, o fortalecimento de outros grupos musculares é muito importante para manutenção da harmonia do nosso corpo.
Nunca se esqueçam: “Pedalar sempre, descuidar da saúde jamais”.
Por Ricardo Padovan, graduado em fisioterapia pelo Ceunsp em 2002, especializado em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Esportiva pela Unicamp em 2005, tem em seu histórico esportivo 09 anos de atletismo como corredor de provas de fundo, e hoje praticante de mountain bike, trocando o tênis pela sapatilha e tendo a bicicleta como hábito na promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida. Atua na área ortopédica e esportiva, no trabalho de prevenção, avaliação cinesiológica e eletromiográfica, e reabilitação de atletas amadores e profissionais. Contato para tirar suas dúvidas: fisioesportiva@terra.com.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

3º PICO DO JABRE, À TRILHA!

Alô galera do pedal! A cidade de Patos no sertão paraibano aguarda ansiosamente os ciclistas que irão participar do 3º PICO DO JABRE, uma aventura inesquecível, que reunira ciclistas do estado da Paraíba e do Rio Grande do Norte, será a festa do pedal. 


Serão aproximadamente 60 Km de pedalada e uma subida de 1.197 metros de altitude, com aproximadamente 200 ciclistas prestigiando este evento.
Uma realização da equipe pedal do sol da cidade de Patos-PB.

BICICLETA AJUDA A ALIVAR PARKINSON

Universidade americana aponta que exercícios, como pedalar, estimulam o cérebro de pacientes com doença


Pesquisadores da Emory University, em Atlanta, vêm acompanhando pessoas que sofrem da doença de Parkinson desde 2003 e chegaram à conclusão que exercícios físicos leves e prazerosos, como pedalar, promovem melhora instantânea em alguns sintomas.

O que chamou a atenção dos médicos para o fato foi quando a americana Cathy Frazier, portadora de Parkinson, que participava de um tour de bicicleta, notou que após horas pedalando, seus tremores haviam diminuído e ela tinha recuperado a capacidade de escrever legivelmente.

A doença pode causar micrografia (condição que faz com que a caligrafia do paciente fique cada vez pior até se tornar ilegível). Após o passeio, Cathy conseguiu assinar seu nome com perfeição, o que não era capaz de fazer desde o avanço do Parkinson. A ciclista afirmou que era como se ela não estivesse doente. O neurologista Henrique Ferraz, membro da Associação Brasileira de Neurologia, conta que os benefícios do exercício já eram conhecidos: “A doença é progressiva e infelizmente ainda não há tratamento que impeça essa evolução.

Contudo, sabemos que praticar exercícios é fundamental para o bem-estar do paciente e ajuda no tratamento do Parkinson.” Os cientistas destacaram que a atividade precisa ser voluntária. A partir do momento que vira obrigação, os bons resultados não são alcançados.

FONTE: Diário de São Paulo

Radicalismo?


Seria esta uma solução?

Trilheiros da Serra Martins.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Projeto do Parque Ciclístico de Natal


A iniciativa foi do Prof. Milttão e hoje já conta com o apoio de vários grupos da capital do Rio Grande do Norte


O projeto CicloParque Natal é uma iniciativa social-comunitária, que tem como primeiro idealizador e ativista o educador físico Milton França Jr (Prof. Milttão) e que, atualmente, já é apoiado, enriquecido e reivindicado pelo coletivo social e institucional formado pelos ciclistas e simpatizantes dos grupos e movimentos ciclistas: Ciclistas de Natal, ZN Bike, Rapadura Biker, Mundial Ciclo e Ponta Negra Bikers, BicicletadaNatal e pelas entidades: ACIRN - Associação dos Ciclistas do RN e Federação Norteriograndense de Ciclismo, que institucionalizam o projeto. 


Seu propósito é desenvolver um dos maiores e mais bem equipados, ecléticos, funcionais e ecológicos complexos de educação, treinamentos, lazer e competições ciclísticas da América Latina, aqui em Natal, num terreno público ocioso que está em pleno processo de favelização e invasão criminosa, contido no bairro da Redinha, nas proximidades da Ponte de Todos Newton Navarro.

O complexo poderá ter pistas, circuitos e praças de diferentes modalidades do ciclismo, com padrão internacional, podendo, além de servir de importante área de lazer para a cidade e turistas, ainda poderá desenvolver provas internacionais para Natal e servir de centro de treinamento regional, caso consigamos implantar no complexo o primeiro velódromo de ciclismo e patinação de velocidade do Norte-Nordeste. A Confederação Brasileira de Ciclismo já declarou que pretende desenvolver um velódromo em cada região do Brasil, para servir de polo de treinamento de ciclismo para os Jogos Olímpicos RIO 2016. Se os governos e políticos de Natal e RN apoiarem o Projeto CicloParque Natal podemos trazer o velódromo da CBC pra Natal, antes que outros estados nordestinos A comunidade ciclista apoiadora sugere que seu nome oficial seja Parque (Estadual ou Municipal) Ciclístico de Natal e o fantasia CicloParque Natal. Ele deverá ser o marco zero para o plano cicloviário metropolitano (da grande Natal). 

Os arquitetos Esam Elali e Clayton Barreto (de Natal) e Eduardo Accioly (de Fortaleza) colocaram-se a disposição para colaborar no projeto CicloParque Natal. 

Visão aérea 


Para os ciclistas engajados e apaixonados pela ideia-projeto, o CicloParque Natal já nasceu. Foi em 15/04/2012, Dia Mundial do Ciclismo, quando quase 100 ciclistas e simpatizantes vindos dos mais diferentes bairros de Natal atenderam ao chamado para realizarem o 1º Ato e Registro Público em sua defesa Parque Ciclístico de Natal. A imagem abaixo fala por si mesma. Ela ganhou o mundo pelas redes sociais e simpatizantes de várias cidades do Brasil e do Mundo parabenizaram os ciclistas de natal pela nobre iniciativa e estado pela bela oportunidade. A ACIRN - Associação dos Ciclistas do RN, a FNC - Federação Norteriograndense de Ciclismo e os principais movimentos e grupos ciclísticos de Natal, entre eles, BicicletadaNatal, Ciclistas de Natal, ZN Bike, Rapadura Biker, Ciclistas Mundial Ciclo, Ponta Negra Bikers, são eventos dos que já aderiram, enriquecem e lutam pelo CicloParque Natal. Mais informações no blog www.milttao.blogspot.com.



Prof. Milton França Jr. (Milttão)

(Membro ACIRN e Mov. BicicletadaNatal e CicloParqueNatal)

Contatos: 9122 5600, e-mail milttao@gmail.com, twitter Prof_Milttao e facebook milttao1